09 agosto 2019

Nova ferramenta consolida o Instagram como plataforma de Marketing Digital



Já está disponível para as contas comerciais do Facebook e Instagram uma ferramenta que vai facilitar a vida de quem trabalha com redes sociais. Trata-se do "Estúdio de Criação do Facebook". 

A ferramenta é nativa (e gratuita) e permite que o profissional de mídias sociais gerencie várias contas de Instagram e Facebook a partir de uma única plataforma. Com ela é possível analisar as estatísticas da conta e o desempenho individual das postagens, tais como quantidade de visitas ao perfil, número de curtidas, alcance, perfil dos seguidores, número de comentários, impressões, etc. Um ótimo recurso para a elaboração de relatórios e estratégias de marketing de conteúdo.

Essas informações já eram disponibilizadas antes do Estúdio de Criação, no próprio Instagram e Facebook, mas não de forma tão simples, fácil e prática.

Mas o recurso mais bem vido é para o Instagram, o queridinho das redes sociais.

Todo social media que gerencia várias contas, uma hora ou outra vai se deparar com um problema. Eu por exemplo, que gerencio 11 contas, tenho dificuldade de otimizar o tempo para cumprir o calendário das postagem. A solução era contratar uma ferramenta externa (paga) que permitisse o agendamento das postagens, dessa forma eu poderia produzir o conteúdo com antecedência e programar os posts de acordo com o calendário elaborado para o cliente.

Embora ainda não esteja disponível para todas as contas, esse recurso vai possibilitar o agendamento dos posts, com a vantagem de ser uma plataforma nativa e gratuita. A função agendamento será gradativamente liberada.

Marketing Digital

A supressão das visualizações de curtidas, a disponibilidade de agendamento e acesso mais claro às estatísticas de desempenho da conta, sugerem que o Instagram está caminhando para se consolidar de vez como plataforma de marketing digital.

A "preocupação com a saúde mental" dos usuários é a versão politicamente correta da empresa para justificar a supressão da visualização de curtidas. Essa decisão do Instagram, juntamente com a liberação de uma ferramenta nativa para agendamento de postagens e as mudanças em seus algoritmos fazem parte de uma mesma estratégia.

Assim que o potencial do Instagram para o Marketing Digital foi percebido, empresas começaram a desenvolver plataformas de automação para vender engajamento e agendamento de postagens, algumas ganharam rios de dinheiro com isso. O que o Instagram está fazendo é simplesmente eliminar o intermediário, retomando o controle do seu potencial como plataforma de Marketing Digital. Ao invés de investir em plataformas externas, o usuário vai perceber a cada dia que é mais vantajoso investir no próprio Instagram.    

08 agosto 2019

Sem ganho real, salário mínimo será de R$ 1.040 em 2020


A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou hoje (8) o projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020. 

O texto prevê que o salário mínimo seja reajustado para R$ 1.040 em 2020, sem ganho acima da inflação. O aumento nominal será de 4,2% na comparação com o valor atual do mínimo (R$ 998). A variação é a mesma prevista para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para os dois anos seguintes, a proposta sugere que a correção também siga apenas a variação do INPC.

O texto ainda precisa ser aprovado em sessão conjunta do Congresso Nacional antes de seguir para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Moro desmente ministro do STJ e diz a Fux que não destruiria mensagens supostamente obtidas por hackers


Em mais um capítulo da novela "vaza jato" o ministro da Justiça, Sérgio Moro, negou ao ministro do STF, Luiz Fux, que tenha determinado ou orientado a destruição do material supostamente obtido através de invasão de celulares de autoridades e apreendido pela PF na operação Spoofing.
  
Fux pediu explicações a Moro, depois que o PDT apresentou uma ação no tribunal contra a destruição das mensagens.

Segundo Moro, houve “mal-entendido” por parte de uma das vítimas dos hackers. A vítima a quem Moro se referiu é o Presidente do STJ, João Otávio de Noronha.

No dia 25 de julho, através da conta oficial do STJ no Twitter, Noronha publicou a seguinte nota:


Noronha afirma categoricamente que Moro prometeu "descartar" o material, inclusive sua motivação para isso: "Para não devassar a intimidade de ninguém." 

Nota do Blog: Quer esse "mal entendido" tenha origem em Moro ou Noronha, é preocupante que figuras tão proeminentes do sistema de justiça, que precisam interpretar precisamente a letra da lei, se enrolem em um diálogo tão claro. 

Senado aprova projeto que trata os animais como seres com sentimentos


O Senado aprovou na quarta-feira um projeto de lei que reconhece os animais como seres sencientes, ou seja, dotados de natureza biológica e emocional e passíveis de sofrimento. Até agora, de acordo com o artigo 82 do Código Civil , eles são considerados bens móveis, equivalentes a objetos.

Por ter sido modificada no Senado, a matéria retornará para a Câmara dos Deputados e, se aprovada, vai ao presidente Jair Bolsonaro para sanção ou veto.

O projeto começou a ser gestado há pelo menos seis anos, na Câmara, com texto do deputado Ricardo Izar (PP-SP) e teve a participação de 30 comissões regionais de Defesa dos Animais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Estabelece também que os animais passem a ter natureza jurídica como sujeitos de direitos despersonificados. O texto também acrescenta dispositivo à Lei dos Crimes Ambientais para determinar que os animais não sejam mais considerados bens móveis para fins do Código Civil.

Se aprovada a lei, os animais passarão a ter uma personalidade jurídica e poderão, por exemplo, receber habeas corpus ou outros instrumentos legais úteis para sua proteção e também funcionará como um mecanismo para pleitear na Justiça mais direitos aos bichos.

Contradições

Apesar do avanço, a nova lei não afetará algumas práticas consideradas cruéis pelos protetores dos animais. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente (CMA), acatou uma emenda apresentada pelos senadores Rodrigo Cunha (PSDB-AL), Major Olimpio (PSL-SP) e Otto Alencar (PSD-BA) que exclui as manifestações culturais — como a vaquejada — e a atividade agropecuária do alcance do projeto.

Apesar disso Randolfe acredita que ela contribuirá para elevar a compreensão da legislação brasileira sobre o tratamento de outros seres.

07 agosto 2019

STF suspende transferência de Lula para presídio comum


Por 10 votos a 1, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira, 7, a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para um presídio de São Paulo.

Mais cedo, o juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci havia determinado que o ex-presidente cumprisse o restante da pena no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo. A defesa de Lula recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando, entre outros pontos, que o petista tem direito de cumprimento de pena em sala de Estado-Maior em razão de ter ocupado a Presidência da República, conforme determinou na época de sua prisão o então juiz e atual ministro da justiça Sergio Moro.

O relator da matéria, ministro Edson Fachin, votou pela suspensão da transferência e foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Celso de Mello, Rosa Weber e Dias Toffoli. 

Apenas o ministro Marco Aurélio Mello discordou da decisão, com o argumento de que Lula deveria recorrer primeiro ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) antes de ter o caso analisado pelo Supremo.  

Com isso, Lula continuará na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde é mantido como preso político há 500 dias. 

Lei determina contratação mínima de 30% de artistas do RN em eventos no estado


A partir de agora as festas públicas no Rio Grande do Norte devem ter no mínimo 30% de artistas locais. A medida é tratada pela Lei Nº 10.577, de 06 de agosto de 2019, publicada na edição desta quarta-feira (07), do Diário Oficial do Estado (DOE).

A Lei, sancionada pela governadora Fátima Bezerra, é de autoria do Deputado Estadual Allyson Bezerra (Solidariedade).

Conforme a lei,
"A Administração Pública direta e indireta do Estado do Rio Grande do Norte valorizará as expressões artísticas que têm origem neste Estado ou que sejam realizadas prioritariamente em seu território, fazendo cumprir-se esse princípio quando das contratações de artistas para espetáculos em festejos de época e outros eventos comemorativos e culturais que façam parte de calendário oficial de eventos do Rio Grande do Norte".
A Fundação José Augusto manterá cadastro atualizado dos artistas de origem de atuação prioritária no RN, com a finalidade de simplificar sua eventual contratação e garantir a aplicação do limite mínimo definido nesta Lei.

A Lei será regulamentada no prazo de 90 dias contado de sua publicação.

31 janeiro 2019

Lula é preso político babaca!!


Em 06 de janeiro de 2018, há mais de 1 ano portanto, no artigo "Ativismo político no judiciário é cada vez mais evidente", publicado neste espaço (Clique AQUI para ler o artigo), observei que:

Existem apenas duas percepções das pessoas que avaliam o que está acontecendo com Lula. Há aqueles que sabem que Lula é perseguido pelo sistema de "justiça" e lutam contra isso, e há os que sabem da perseguição, mas apoiam. Não há mais dúvida de que ela existe e é um fato cada vez mais evidente.

Desde então a sequência de arbitrariedades contra o ex-presidente foi se sucedendo e na medida em que o plano do consórcio político-jurídico-midiático avançava, a violência contra Lula se recrudescia. E assim o roteiro previsível se confirmou: Lula foi condenado por Sérgio Moro por "atos de ofício indeterminados" em uma sentença confusa, sem um pingo de prova. Tal qual um jogral jurídico, a condenação de Lula não só foi confirmada pelo TRF-4(segunda instância), como também foi "cirurgicamente ampliada" para evitar prescrição. Tudo isso aconteceu no processo que transitou mais rápido da história do tribunal. Como troféu, encarceraram o ex-presidente em uma solitária em Curitiba.  

Mas não parou por aí.

Em 08 de julho de 2018 o desembargador do TRF-4, Rogério Favreto, concedeu um habeas corpus ao ex-presidente e que simplesmente não foi cumprida. Decisão judicial não se contesta, se cumpre, dizia-se antes desse dia fatídico. O roteiro segue: Impediram Lula de disputar as eleições com base na lei da ficha limpa, abrindo caminho para a eleição de Jair Bolsonaro. Em mais uma violência contra os direitos de Lula e de outros presos, ignoraram uma decisão do Ministro do STF (eu disse STF, a mais alta corte do país) Marco Aurélio Melo. O ministro entendeu que presos sem culpa formada (sem condenação em última instância) não deveriam ficar detidos até que houvesse uma decisão final do colegiado. Condenado em segunda instância, a decisão beneficiaria Lula, mas não só ele. 

E tem mais...

Para coroar a sequência de arbitrariedades, agora com pitadas de desumanidade, mesquinharia e sadismo, impediram lula de ir ao velório e sepultamento do seu irmão mais velho, Genival Inácio da Silva,  que faleceu em decorrência de um câncer. Vavá, como era conhecido, foi figura importante na vida do ex-presidente. O judiciário avançou na escala da pusilanimidade e entrou na seara da barbárie.

O artigo 120 da lei de execução penal é claríssimo, e não deixa margem para interpretações. Não cumpri-lo é agir fora da lei. Foi o que aconteceu.

Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:
I - falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão;
Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso.
Não tenho estômago para pontar os malabarismos, jogo de empurra empurra protagonizados pela Juíza Carolina Lebbos, PF e o desembargador plantonista Leandro Paulsen, do TRF-4. A patifaria com maquiagem humanista do presidente do STF, Dias Toffoli, também é só mais um número grotesco nesse imenso circo dos horrores que se tornou o judiciário brasileiro. Sobre essa pantomima, indico a leitura do artigo "Justiça e PF tratam Lula como preso político", do Jornalista Kennedy Alencar, que se dedica a esmiuçar não somente essa perseguição encarniçada, como também os subterfúgios usados pelos envolvidos. 

A cada violação, a cada direito ignorado, a cada arbitrariedade, leio declarações do tipo "fica escancarado que Lula é perseguido e que é um preso político." Não é possível que vai ser preciso Lula morrer assassinado naquela solitária para que as pessoas finalmente caiam na real e assumam uma luta mais pragmática? Com o judiciário já está comprovado que não se pode contar.

Mas há um sinal, ainda que tímido, de que esses tempos de barbárie judicial podem estar chegando ao fim. 

As críticas às práticas medievais do judiciário, antes restritas ao campo progressista, ultrapassaram essa fronteira graças esse episódio vergonhoso nesse 30 de janeiro negro para o direito. Jornalistas como Ricardo Noblat, Josias de Sousa e Gaudêncio Torquato, que também ajudaram a inocular esse ódio insano contra o maior líder político do Brasil, criticaram duramente o fato de Lula ter sido impedido de velar e sepultar o corpo do irmão. 

A eles se somam pessoas (nas redes sociais principalmente) que, a despeito do antipetismo e antilulismo, ainda gozam de algum resquício de humanidade.

Talvez a seita da lava jato tenha ido longe demais em sua guerra santa contra Lula.






28 janeiro 2019

Charge: Militares Israelense em missão humanitária

Charge de Carlos Latuff
De acordo com a B'Tselem, organização de direitos humanos de Israel, o exército israelense  assassinou 3.379 palestinos no período de 19 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2018. Agora, atendendo ao apelo de Jair Bolsonaro, os militares de Israel vieram em missão humanitária, participar das operações de busca e resgate das vítimas da tragédia em Brumadinho-MG.

Toda ajuda é bem vinda, mas que fique registrado esse imenso paradoxo.

27 janeiro 2019

Mariana, Brumadinho e o mito da eficiência das privatizações


Uma barragem da mineradora Vale se rompeu na sexta-feira(25) em Brumadinho (MG) e um mar de lama provocou destruição e mortes na região. Até o momento (domingo 27/01), são 37 mortes, número que deve aumentar, já que 250 pessoas ainda estão desaparecidas. Talvez seja o maior crime ambiental da história do Brasil.

Entre 1942 e 1997, a Vale do Rio Doce era uma empresa estatal. Nesse período (55 anos) não aconteceu nenhum rompimento de barragem. Após 22 anos como empresa privada, a mesma Vale já acumula diversos crimes ambientais, inclusive Mariana e Brumadinho, verdadeiras tragédias que provocaram perda de vidas humanas, de animais e um dano ambiental irreparável.


A grande imprensa chama de "desastre ambiental", mas o correto é tratar a tragédia como crime ambiental. Terremotos, tufões, tsunamis, queda de asteroides, etc, esses sim são desastres naturais pois escapam ao controle do homem. Negligência é crime e não desastre.


Nas imagens chocantes da tragédia provocada pelo rompimento da barragem, o que vemos é a mobilização da estrutura estatal no resgate das vítimas: helicópteros do SUS, bombeiros, socorristas, etc. A empresa limita-se a dar "declarações."

É esse o milagre da eficiência das privatizações: Descaso com a segurança em nome do lucro, lucro esse que não é compartilhado com a população. Ora...se reparar uma barragem ou fazer sua manutenção é mais caro que pagar uma multa (se pagar) que empresário optaria por gastar mais? Tenta a sorte. Se a tragédia vem, o estado cuida da lambança, nós damos algumas declarações e negociamos as multas depois.

Mariana está aí para demonstrar o que vai acontecer em relação a mais esse crime daqui para a frente.

21 janeiro 2019

Globo x Bolsonaro: Muito além do laranjal


Se você acredita que a imprensa é "livre", "independente" e que denuncia corrupção e negociatas porque quer o bem do povo e da nação, sugiro que não vá em frente. Se entende, assim como eu, que a grande imprensa assim como qualquer outra empresa defende os seus interesses, de seus acionistas e grupo político, vamos lá.

O laranjal da família Bolsonaro, revelado pelo relatório do Coaf, trouxe a tona uma guerra quase declarada entre o presidente eleito e a vênus platinada. Eleito presidente, Bolsonaro tem demonstrado desprezo e feito críticas e até ameaças à poderosa emissora dos Marinho. Os Bolsonaro preferem se comunicar através das redes sociais e, quando necessário, usam prioritariamente a Record e SBT, emissoras concorrentes que se tornaram as assessorias de imprensa informais de Bolsonaro.

Acostumada a dar as cartas na política do país desde sempre, como um tipo de governo paralelo, a Globo não gostou e veio a retaliação.

A Globo já conhecia as maracutaias da família Bolsonaro, mas não iniciou o processo de desconstrução do "mito" antes, talvez por achar que seria mais fácil lidar com ele do que com Haddad ou Ciro Gomes. 

É óbvio que a Globo já teve acesso ao relatório completo do Coaf, mas está soltando as denúncias em doses homeopáticas, sempre aumentado o nível de gravidade das maracutaias da família. É nesse ponto que reside a grande questão.

Afinal, por que a Globo está liberando essas denúncias aos poucos? Sim, ela quer audiência, mas isso por si só não explica a estratégia. O que pretende com isso? Quer desgastar Jair Bolsonaro e provocar um processo de impeachment ou renúncia, entregando formalmente o poder aos militares? Ou pretende apenas chantagear o presidente eleito para recuperar o posto de governo paralelo e preservar o status de veículo de comunicação que abocanha a maior fatia da publicidade estatal?

A seguir, cenas dos próximos capítulos...

Mas não antes de descontrair...