segunda-feira, 29 de julho de 2013

Jesuíno Brilhante, o herói bandido (Documentário e Making Off)



O documentário "Jesuíno Brilhante, o herói bandido" é o resultado de um trabalho de um então grupo de alunos do curso de jornalismo da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN, dentre eles, além deste jornalista que vos escreve, Bruno Soares, Lenilson Freitas, Fabio Faustino, Rodolfo Paiva e Stenio Urbano. A produção contou também com a participação do técnico em imagens Cícero Pascoal e a supervisão do professor Tobias Queiroz.

Produção 


De produção e pretensões modestas, a ideia era contar a história do cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante em no máximo 20 minutos e isso só poderia ser feito de forma "alternativa". Nada de longas pesquisas, apenas entrevistas pontuais, e o método se explica: Tudo o que se sabe de Jesuíno Brilhante é oriundo de relatos orais e da literatura de cordel. O único livro que tenho notícia baseia-se também nessas duas fontes. Foi então que selecionamos alguns cidadãos patuenses (cidade de Patu, local de origem de Jesuíno Brilhante) entre entusiastas e conhecedores da história de Jesuíno e dois pesquisadores

Mito

Jesuíno brilhante é, como a maioria dos cangaceiros famosos, um mito. Transita no imaginário popular ora como bandido ora como herói, e as entrevistas contidas no documentário revelam essa dupla interpretação que se tem do cangaceiro. As contradições contidas nas falas dos participantes não são deliberadas, resultam da aura mítica que a história de Jesuíno carrega.

Experimentalismo

O documentário é experimental. As narrativas foram substituídas por versos de cordéis que contam a história de Jesuíno. Os versos delimitam os capítulos, em ordem cronológica. Cada verso inaugura uma passagem da história de Jesuíno que imediatamente se conecta com as versões dos entrevistados. É um "docordel".

Ficha Técnica

Pesquisa: Bruno Soares e Stênio Urbano.
Fotografia: Bruno Soares e Cícero Pascoal
Roteiro: Allan Erick
Entrevistas: Rodolfo Paiva e Stênio Urbano.
Edição de imagens: Cícero Pascoal e Allan Erick
Direção: Allan Erick, Bruno Soares, Stênio Urbano e Rodolfo Paiva
Entrevistados: Alfredo Leite, Maria das Dores(Dodôra), Zé de Alzerina, Stanislau Lima, Kildemir Dantas e Dona Francisca.

Making Off





terça-feira, 28 de maio de 2013

A volta do "dindin"


Mossoró está redescobrindo o "dindin". Na era da modernidade, onde as máquinas de sorvete italiano, freezers de sorvetes de grife e grandes produtores locais inundam as ruas, lanchonetes e supermercados, eis que volta a circular pelas ruas da cidade a figura do vendedor de "dindin". Pode ser um senhor simpático, uma senhora de voz mansa ou mesmo um guri tranquilo que carrega um isopor recheado com essa deliciosa iguaria caseira, quase um "arremedo" de picolé.

O produto, que é fabricado artesanalmente, retorna aos seus dias de glória, agora com um novo status. O dindin que servia de alternativa de baixo custo para os que não podiam comprar sorvete com frequência (ou nunca), agora é consumido democraticamente. Pelas ruas de Mossoró patricinhas com seus modernos celulares em uma mão e com um dindin na outra, visualizam a tela e ao mesmo tempo degustam o dindin. Gerentes de grandes bancos, flanelinhas, jornalistas, empresários...todos se rederam ao sabor desse que também é uma referência da cultura nordestina.

Apesar do "glamour" o dindin ainda é fiel à tradição, afinal dindin bom é dindin artesanal e barato. A média de preço varia entre 0,50 e 1,00 (os dindins de 1,00 são particularmente exagerados). Os sabores são os mesmos desde a minha infância: Morango, coco, "coco queimado", "biscoito" (seja lá o que isso for), coalhada, maracujá, tamarina, goiaba e "chocolate"(na verdade leite com chocolate em pó).

Se vier a Mossoró, não esqueça de chupar um dindin.