28 maio 2013

A volta do "dindin"


Mossoró está redescobrindo o "dindin". Na era da modernidade, onde as máquinas de sorvete italiano, freezers de sorvetes de grife e grandes produtores locais inundam as ruas, lanchonetes e supermercados, eis que volta a circular pelas ruas da cidade a figura do vendedor de "dindin". Pode ser um senhor simpático, uma senhora de voz mansa ou mesmo um guri tranquilo que carrega um isopor recheado com essa deliciosa iguaria caseira, uma imitação de picolé.

O produto, que é fabricado artesanalmente, retorna aos seus dias de glória, agora com um novo status. O dindin que servia de alternativa de baixo custo para os que não podiam comprar sorvete com frequência (ou nunca), agora é consumido democraticamente. Pelas ruas de Mossoró patricinhas com seus modernos celulares em uma mão e com um dindin na outra, visualizam a tela e ao mesmo tempo degustam o dindin. Gerentes de grandes bancos, flanelinhas, jornalistas, empresários...todos redescobrindo o sabor desse que também é uma referência da cultura nordestina.

Apesar do "glamour" o dindin ainda é fiel à tradição, afinal, dindin bom é dindin artesanal e barato. A média de preço ainda é bastante acessível, apesar das versões gourmet que já disputam o gosto dos consumidores. Os sabores são os mesmos desde a minha infância: Morango, coco, "coco queimado", "biscoito" (seja lá o que isso for), coalhada, maracujá, tamarino, goiaba e "chocolate"(na verdade leite com chocolate em pó).

Se vier a Mossoró, não esqueça de chupar um dindin.