22 maio 2014

Bicicletada: Mossoró-RN / Santa Cruz-RN, 280 km de pedal.


A minha primeira grande viagem de bike com o meu grupo, os “Trilheiros”, foi para a cidade de Santa Cruz, a cerca de 270 km de Mossoró. A aventura aconteceu entre os dias 17 e 18 de maio e foi planejada com 3 meses de antecedência, incluso nesse período os treinos. A proposta do nosso grupo não é a competição e sim o cicloturismo, a aventura e a superação dos limites do corpo.

Para a viagem de Santa Cruz alugamos uma van equipada com reboque específico para transportar 15 bicicletas. Isso é necessário, pois imprevistos acontecem, como prego nas bicicletas e cansaço físico. A van serve também como carro de apoio e leva água e alimentos que ajudam a superar o desafio, mas o principal objetivo do carro é trazer os ciclistas de volta, já que a viagem é só de ida.

A viagem

Trilheiros no ponto de encontro antes da viagem: concentração e descontração

A cidade de Santa Cruz no RN é conhecida por ser um local de peregrinação, é lá que fica a gigantesca estátua de Santa Rita de Cássia, a maior estátua do continente americano e maior imagem católica do mundo com cerca de 56 metros de altura. Para conhecer o monumento, entretanto, era preciso primeiro encarar 270 km pedalando.


Saímos de Mossoró às 16h30 do dia 17 de maio de 2014 rumo a Santa Cruz. Foram cerca de 17h pedalando, atravessando cidades madrugada adentro, transpondo serras (uma das quais com 7 km), aclives bastante acentuados e enfrentando alguns trechos de estrada bem esburacados, isso foi péssimo para mim que estava em uma speed. Os ciclistas mais experientes do meu grupo afirmaram categoricamente que foi um dos trechos mais pesados que já fizeram.

Aqui estávamos na cidade de Jucurutu-RN, por volta de 02h00 da madrugada.

Nas 17 horas pedalando passamos pelas cidade de Upanema, Campo Grande, Jucurutu, Florânia, São Vicente, Currais Novos e finalmente Santa Cruz, onde chegamos por volta das 10h do dia 18 de maio. Dos 15 trilheiros 6 não conseguiram completar a viagem, a maioria deles subiu na van na cidade de Currais novos, quando ainda restavam 65 km. Mesmo assim são vitoriosos e superaram os seus limites. Eu, felizmente consegui completar o trajeto. 

Quando chegamos fomos então conhecer a estátua de Santa Rita de Cássia. 


Não era possível subir com a bike na área onde fica a estátua, por isso tive que fazer a tradicional foto do ciclista ostentando a bicicleta embaixo da estátua mesmo.





Estátua de Santa Rita de Cássia, a maior estátua do continente americano e maior imagem católica do mundo com 56 metros de altura.

08 maio 2014

Martins-RN

Igreja de Martins, um dos símbolos da cidade

A minha história com a cidade de Martins, localizada no Alto Oeste Potiguar, é recente e intensa. Quando lá estive pela primeira vez, em 2011 a trabalho, fiquei encantado com a beleza natural e as temperaturas amenas, bem abaixo da média em relação às demais cidades da região do semi-árido. Foi amor à primeira vista. Logo que o carro vence os 5 km de uma subida ladeada por paisagens deslumbrantes, o clima se manifesta, o ar é mais puro, o povo simples e hospitaleiro olha curioso o veículo que não é da cidade. A vida passa devagar em Martins e tudo isso a somente 148 km de Mossoró, cidade onde moro, e a 375 km da capital do Rio Grande do Norte, Natal.

Atualmente Martins é um refúgio de tranquilidade, um contraste com a violência que assola Mossoró e suas temperaturas escaldantes. A cidade ainda é segura e tem baixíssimos índices de violência. Os policiais recolhem as viaturas às 18h, horário em que a temperatura começa a cair, mesmo assim é possível andar pelas ruas pouco movimentadas sem se preocupar. As pessoas comemoram aniversários, festas de noivado, etc...com os portões abertos e mesmo por volta das 23h, é um ótimo programa se sentar do lado de fora de uma lanchonete, conversar, beber uma cerveja, comer alguma coisa sem aquela sensação de insegurança que experimentamos nas cidades de grande e médio porte.

Noite em Martins: Friozinho.

É por essas e outras que os mossoroenses estão descobrindo Martins, um lugar onde se pode descansar e recarregar as energias ou então se aventurar em trilhas e passeios de bicicleta. Eu faço as duas coisas.

Onde ficar: Em Martins existe uma variedade de pousadas para todos os gostos e bolsos e dois bons hotéis.

Mirantes: Uma das melhores atrações de Martins são os seus mirantes, onde se pode apreciar toda a beleza da região serrana. São quatro: O mirante do Jacu, também conhecido como mirante da Carranca; o Mãe Guilé, o Mirante do Canto e o Encanto da Serra. Todos têm uma ótima estrutura e contam com serviços de bar, restaurante e wi-fi, o que muda é o visual. Vale muito a pena visitar os mirantes em todos os horários.

Mirante do Jacu

Mirante do Jacu

Mirante do Canto

Mirante do Canto

Casa de Pedra: Outra grande atração da região é a casa de pedra, uma enorme caverna de 100m de comprimento, datada do período pré-cambriano. A casa de pedra é dividida em vários espaços menores, alguns muito profundos e escuros. Possui uma sala com 18 metros de comprimento por 12 de largura,  o teto alcança 10 metros de altura. No centro da sala maior há uma enorme "estalagmite" reconhecida oficialmente como a segunda maior do País. Há duas formas de se chegar à casa de pedra: Pela estrada, de carro, ou fazendo uma trilha. No primeiro caso pega-se uma estrada vicinal antes de subir a serra de Martins, ela dá acesso à casa de pedra e o visitante pode ir de carro. A segunda opção é pra quem gosta de aventura, pois é preciso descer e subir a serra a pé por uma trilha bastante difícil e pesada. Eu preferi a segunda opção.

Trilha para a Casa de Pedra: 6 km ida e volta

Casa de Pedra
Casa de Pedra

Martins tem outras atrações, tem o festival gastronômico e mais trilhas para as cachoeiras da Umarizeira e o açude poções, mas são assuntos para outro post. Depois que eu me aventurar nas trilhas para as cachoeiras e participar do festival gastronômico, compartilho a experiência com vocês, porém, o bom mesmo é conhecer e curtir Martins-RN.