25 setembro 2017

Brasil desigual


A organização Oxfam Brasil(OBR), publicou nesta segunda-feira (25) uma pesquisa que revela o tamanho da concentração de renda e desigualdade social no Brasil. O estudo "A Distância Que Nos Une" mostrou que apenas seis bilionários possuem a mesma riqueza que os 100 milhões de brasileiros mais pobres.

Segundo o levantamento Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim), Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira, Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra) e Eduardo Saverin (Facebook) concentram a mesma riqueza que 50% da população brasileira. São números que colocam o Brasil como 3º país mais desigual da América Latina e o 10º do mundo.

A Oxfam Brasil diz que nos últimos 15 anos houve uma redução significativa da desigualdade, período em que o país tirou 28 milhões de pessoas da miséria absoluta, mas é uma conquista que está sendo revertida devido a crise econômica e política e também pela agenda de reformas do atual governo que penaliza os mais pobres.

No Brasil o sistema tributário é amigo dos super ricos, já que o peso dos impostos é bem maior para os mais pobres e classe média. A redução da desigualdade no país passa obrigatoriamente por uma reforma tributária, maiores gastos sociais e formalização no mercado de trabalho de acordo com a Oxfam.

Nota do Blog: As ações que a Oxfam aponta como necessárias e fundamentais para a redução da desigualdade no Brasil são exatamente as que estão sendo atacadas pelo atual governo. O modelo tributário permanece intocável, com aumento de impostos e perspectiva de outros aumentos. O imposto sobre grandes fortunas é uma pauta que dificilmente será discutida. A recém aprovada "flexibilização das leis trabalhistas" abriu caminho para a informalidade, redução de salários, direitos trabalhistas e a precarização do trabalho. O congelamento de recursos destinados à saúde, redução dos programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida mostram que a verdadeira intenção do governo é reduzir gastos sociais e não o contrário. Por fim há a pressão pela aprovação da reforma da previdência que vai completar o combo de maldades que certamente vai aprofundar esse quadro de desigualdade social no Brasil.

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