14 setembro 2017

Hipocrisia e seletividade como armas políticas



Da Folha de São Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta quarta-feira (13) o senador José Agripino Maia (DEM-RN) ao STF (Supremo Tribunal Federal). A investigação que culminou na denúncia foi aberta a partir da Operação Lava Jato e está sob sigilo. O teor da denúncia não foi divulgado, tampouco os crimes de que Maia é acusado.
Nota do Blog: Para rebater a denúncia o senador divulgou nota onde afirma que defende o combate à corrupção, mas que deve haver eficiência na apuração de todos os fatos. Agripino disse ainda não aceitar ações que generalizam e maculam a dignidade, a imagem e o capital político de homens públicos

Em oposição a onda de justiçamento que varre o país, sou a favor do devido processo legal e contra pré-julgamentos com base em denúncias publicadas em matérias jornalísticas. Concordo com o senador quando ele exige a devida apuração dos fatos e reclama de ações que possam resultar em percepções equivocadas. Curioso é o fato do senador exigir isso somente para si. Agripino é um dos mais encaniçados acusadores do PT e de seus membros, para os quais a cautela que exige para si não se aplica.

A ausência de coerência do senador o coloca em um dilema. Ou ele apóia incondicionalmente a lava jato e seus métodos abusivos, mesmo quando for a vítima, ou admite que eles são arbitrários e estão sendo utilizados como arma política. 

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