07 janeiro 2018

Bolsonaro é o "mito" do mercado imobiliário


O deputado e presidenciável Jair Bolsonaro, apontado como segundo na preferência do eleitorado com média de 17% de intenção de votos, parece que começou a incomodar a grande mídia e entrou em sua alça de mira. O Jornal Folha de São Paulo deste domingo (07), publicou matéria onde coloca sob suspeita o aumento expressivo do patrimônio de Bolsonaro e de seus filhos desde que ingressaram na atividade política.

O jornal fez um levantamento em cartórios do RJ e constatou que o presidenciável e seus três filhos que têm mandato, são donos de 13 imóveis em áreas nobres do Rio de Janeiro avaliados em pelo menos 15 milhões de reais.

O jornal também citou casos de transações imobiliárias suspeitas realizadas por Bolsonaro e um inventário de outros bens de sua propriedade. São carros de luxo que variam de R$ 45 a R$ 105 mil, um jet-ski e aplicações financeiras que somam R$ 1,7 milhão.

Quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro declarou à justiça eleitoral ter apenas 2 lotes de baixo valor, em Resende-RJ, um Fiat Panorama e uma moto. Depois de sete mandatos como deputado federal, sua evolução patrimonial impressiona, já que ele não tem qualquer outra atividade econômica além da política.

Filhos

Os três filhos de Bolsonaro que atuam na política também apresentam evolução patrimonial expressiva. Seu filho mais velho e deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, negociou 19 imóveis nos últimos 13 anos. Os outros dois filhos que se dedicam à atividade política são Carlos Bolsonaro, que tem mandato  de vereador no Rio desde 2001, e Eduardo Bolsonaro, deputado federal desde 2015.

As principais aquisições da família Bolsonaro aconteceram nos últimos 10 anos. Em 2008 a família declarava à justiça eleitoral cerca de R4 1 milhão em bens, o que incluía apenas 3 dos atuais 13 imóveis que eles possuem.

Nota do Blog: É preciso avaliar essa notícia para além da "denúncia."Não é possível avaliar se o patrimônio da família é incompatível com o rendimento que tem, então essa é uma questão secundária, há algo além disso. Bolsonaro é o efeito colateral desse ódio inoculado pela imprensa com o objetivo de destruir Lula, o PT e a esquerda. Mas parece que Bolsonaro foi longe demais e os seus criadores perderam o controle sobre ele. Lula, ao que tudo indica, será inabilitado na farsa processual do triplex e Bolsonaro seria a liderança natural na corrida presidencial. O consórcio formado pelo mercado financeiro e oligopólios midiático, do qual faz parte a Folha, Globo, Estadão, et caterva, não quer Bolsonaro (é um candidato muito pesado, até mesmo para eles) e não tem um candidato competitivo, ou seja, Lula está em vias de ser inabilitado e o consórcio precisa "limpar o caminho" destruindo também Bolsonaro, só assim o candidato escolhido pelo mercado e os oligopólios midiáticos tem chance. Vem mais por aí.  

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