29 janeiro 2018

Juiz da Lava-Jato e esposa recebem dois auxílios-moradia, prática proibida pelo CNJ

Juiz Marcelo Bretas
O assunto mais comentado desta segunda-feira foi a notícia, publicada pela Folha de São Paulo, de que o Juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava-Jato no Rio De Janeiro, e sua esposa, recebem R$ 4.377,73 cada de auxílio moradia. A duplicidade do benefício para casais que moram juntos é proibida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas Bretas da 7ª Vara Federal, e sua esposa Simone Bretas, do 5º Juizado Especial Federal, conseguiram na justiça o "direito" de receber quase R$ 9 mil.

O total de rendimentos brutos para Simone Bretas em dezembro de 2017 foi de 45.442,55, já para Marcelo Bretas foi de R$ 43.054,35 segundo a transparência do CNJ. Nada mal...

Nota do Blog: Marcelo Bretas é o retrato do judiciário brasileiro. Um poder apodrecido. Uma casta de marajás que adotam um discurso moralista, de negação à política e de lisura com a coisa pública, ao mesmo tempo em que sangram o estado e se colocam como escudeiros do sistema especulativo e contra o povo. Essa hipertrofia do poder judiciário, por outro lado, tem o seu lado positivo. Ela desnudou as entranhas de um poder outrora discreto, que mantinha e criava os seus privilégio nas sombras, e por isso não era cobrado. Atualmente, como protagonista da república do golpe, se revela um poder que não é melhor que os demais, pelo contrário, é caríssimo, partidarizado, elitista, corporativista e ineficiente em relação ás pautas realmente importantes para a nação. O sistema de justiça (sem nenhum voto) diz que precisa "refundar a república," mas isso desde que ninguém mexa nos seus privilégios, que vão do berço ao caixão.

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