08 janeiro 2018

Robinson pede a prorrogação do exército no RN, militares temem "politização" dos pedidos


Com a conclusão da Operação Potiguar III prevista para sexta-feira (12), o governador Robinson Faria solicitou ao presidente Michel Temer a prorrogação da permanência dos 2.800 militares das Forças Armadas que estão no RN. O reforço chegou no dia 29 de dezembro de 2017, por solicitação do governo do RN, com o objetivo de conter a onda de violência que se intensificou depois da paralisação das policias civis e militares.

O governador afirmou que Temer foi “receptivo” ao pedido para renovação da permanência dos militares nas ruas de Natal e Mossoró, até que seja restabelecida a normalização dos serviços das polícias.

Mossoró

Apesar do exército em Mossoró (cerca de 300 homens) a violência não dá trégua. Na madrugada de domingo (07) de janeiro, no bairro Santa Delmira, cinco pessoa foram baleadas em uma festa. Já na madrugada desta segunda-feira (8), bandidos explodiram três caixas eletrônicos no Centro Administrativo, mas não conseguiram levar o dinheiro.

Politização

A cúpula das Forças Armadas teme a "politização" dos pedidos de socorro para reforçar a segurança pública. De acordo com generais ouvidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo", há o perigo e o risco dos pedidos se multiplicarem com fins políticos. Os militares defendem que só deve haver uso de tropas em caso de descontrole da ordem. 

Semana passada o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, em sua conta no Twitter, expressou preocupação com o emprego da corporação em "intervenções" por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) nos Estados, como está sendo feito aqui no Rio Grande do Norte.

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