07 fevereiro 2018

Ex-ministro do STF vai integrar a equipe de defesa de Lula



Considerado um dos maiores especialistas em processo penal no Brasil, o advogado criminalista e ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence é o novo integrante da equipe de defesa do ex-presidente Lula. Pertence chega com a tarefa de defender Lula nos tribunais superiores onde acumula uma experiência de 50 anos. 

Discreto, negou que será o protagonista na defesa do ex-presidente e ainda não definiu a estratégia para essa nova fase do processo na terceira instância.

O ex-ministro, considerado um “medalhão” da advocacia, evitou declarações polêmicas, mas disse que o que está acontecendo com Lula é uma perseguição "Pior, a maior desde Getúlio Vargas." Pertence disse também que não sabe se será possível reverter a condenação.

O criminalista afirmou também que sua postura será mais comedida e não vai adotar a postura de confronto com a justiça de Cristiano Zanin Martins.

O reforço de peso na defesa de Lula foi aprovada pelo próprio ex-presidente, a quem Pertence se referiu como “um velho amigo.”

Efeitos

A chegada de Pertence à equipe de defesa de Lula pode surtir alguns efeitos imediatos, um deles, especula-se, é a possibilidade da presidente do STF, Cármen Lúcia se declarar suspeita para julgar Lula. Amiga de longa data de Pertence, Cármen Lúcia deve ao ex-ministro a sua indicação ao STF em 2006. Lula pretendia indicar outro nome, mas seguiu os conselhos do advogado e optou pela nomeação de Cármem Lúcia. Por causa da relação próxia ao ex-ministro, em ao menos duas ocasiões Cármen Lúcia já se declarou suspeita para julgar processos que tinham Sepúlveda Pertence como defensor.  

Nota do Blog: Eu nunca acreditei que o problema de Lula fosse a qualidade da sua defesa, o problema é o próprio sistema de justiça que está empenhado em cumprir o seu papel de tornar Lula inelegível e destruí-lo. Acreditar que outro excelente advogado pode mudar isso é mais uma crença (fé cega) que parte da esquerda teima em depositar nas instituições que integram, como disse Jucá, " o grande acordo nacional."

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