21 janeiro 2019

Globo x Bolsonaro: Muito além do laranjal


Se você acredita que a imprensa é "livre", "independente" e que denuncia corrupção e negociatas porque quer o bem do povo e da nação, sugiro que não vá em frente. Se entende, assim como eu, que a grande imprensa assim como qualquer outra empresa defende os seus interesses, de seus acionistas e grupo político, vamos lá.

O laranjal da família Bolsonaro, revelado pelo relatório do Coaf, trouxe a tona uma guerra quase declarada entre o presidente eleito e a vênus platinada. Eleito presidente, Bolsonaro tem demonstrado desprezo e feito críticas e até ameaças à poderosa emissora dos Marinho. Os Bolsonaro preferem se comunicar através das redes sociais e, quando necessário, usam prioritariamente a Record e SBT, emissoras concorrentes que se tornaram as assessorias de imprensa informais de Bolsonaro.

Acostumada a dar as cartas na política do país desde sempre, como um tipo de governo paralelo, a Globo não gostou e veio a retaliação.

A Globo já conhecia as maracutaias da família Bolsonaro, mas não iniciou o processo de desconstrução do "mito" antes, talvez por achar que seria mais fácil lidar com ele do que com Haddad ou Ciro Gomes. 

É óbvio que a Globo já teve acesso ao relatório completo do Coaf, mas está soltando as denúncias em doses homeopáticas, sempre aumentado o nível de gravidade das maracutaias da família. É nesse ponto que reside a grande questão.

Afinal, por que a Globo está liberando essas denúncias aos poucos? Sim, ela quer audiência, mas isso por si só não explica a estratégia. O que pretende com isso? Quer desgastar Jair Bolsonaro e provocar um processo de impeachment ou renúncia, entregando formalmente o poder aos militares? Ou pretende apenas chantagear o presidente eleito para recuperar o posto de governo paralelo e preservar o status de veículo de comunicação que abocanha a maior fatia da publicidade estatal?

A seguir, cenas dos próximos capítulos...

Mas não antes de descontrair...


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