27 janeiro 2019

Mariana, Brumadinho e o mito da eficiência das privatizações


Uma barragem da mineradora Vale se rompeu na sexta-feira(25) em Brumadinho (MG) e um mar de lama provocou destruição e mortes na região. Até o momento (domingo 27/01), são 37 mortes, número que deve aumentar, já que 250 pessoas ainda estão desaparecidas. Talvez seja o maior crime ambiental da história do Brasil.

Entre 1942 e 1997, a Vale do Rio Doce era uma empresa estatal. Nesse período (55 anos) não aconteceu nenhum rompimento de barragem. Após 22 anos como empresa privada, a mesma Vale já acumula diversos crimes ambientais, inclusive Mariana e Brumadinho, verdadeiras tragédias que provocaram perda de vidas humanas, de animais e um dano ambiental irreparável.


A grande imprensa chama de "desastre ambiental", mas o correto é tratar a tragédia como crime ambiental. Terremotos, tufões, tsunamis, queda de asteroides, etc, esses sim são desastres naturais pois escapam ao controle do homem. Negligência é crime e não desastre.


Nas imagens chocantes da tragédia provocada pelo rompimento da barragem, o que vemos é a mobilização da estrutura estatal no resgate das vítimas: helicópteros do SUS, bombeiros, socorristas, etc. A empresa limita-se a dar "declarações."

É esse o milagre da eficiência das privatizações: Descaso com a segurança em nome do lucro, lucro esse que não é compartilhado com a população. Ora...se reparar uma barragem ou fazer sua manutenção é mais caro que pagar uma multa (se pagar) que empresário optaria por gastar mais? Tenta a sorte. Se a tragédia vem, o estado cuida da lambança, nós damos algumas declarações e negociamos as multas depois.

Mariana está aí para demonstrar o que vai acontecer em relação a mais esse crime daqui para a frente.

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