Não está fácil achar um filme interessante na Netflix. A plataforma lança muita coisa, mas a qualidade é bastante duvidosa. Para contornar essa carência de boas produções, eu sempre recorro ao cinema argentino que está muito bem representado na Netflix. Sim, os nosso hermanos sabem fazer cinema muito bem. Exemplo disso é o thriller "No Fim do Túnel".

O filme conta a história de Joaquín (Leonardo Sbaraglia) um técnico em computação vítima de um acidente de carro em que perdeu a família e ficou paraplégico. Joaquím passa os dias em sua grande e antiga casa em Buenos Aires, na companhia do seu cão idoso e moribundo, consertando computadores. Como está quebrado e se recusa a vender o casarão, já que isso significaria se desvencilhar das lembranças da família que perdeu, ele resolve alugar um dos quartos da casa.

Quem se apresenta como inquilina é a dançarina exótica Berta (interpretada pela bela atriz espanhola Clara Lago) e sua filha, Betty, uma criança que perdeu a voz de forma inexplicável.

Rabugento e amargo, Joaquín vai baixando a guarda e cedendo aos encantos das novas moradoras na medida em que convive com elas.

Tudo parecia ir bem até que Joaquím, acidentalmente, descobre a escavação de um túnel por baixo de sua casa. Ele adapta alguns aparelhos de sua oficina e começa a escutar as conversas dos trabalhadores, é quando percebe que o objetivo do grupo é assaltar um banco.

Ao invés de ligar para a polícia e denunciar o roubo, Joaquim começa a elaborar um plano para roubar parte do dinheiro da quadrilha.

Sobre o Filme

Nada de novo no roteiro. Quem nunca viu um filme onde um homem amargurado vai sendo conquistado por uma bela mulher e sua filhinha? As situações são previsíveis em alguns momentos, mesmo assim o filme tem o dom de prender a atenção, de despertar aquela torcida para que tudo dê certo. É um filme claustrofóbico, tenso e violento ao melhor estilo "assassino frio, psicopata e desprovido de consciência". Os atores são bons e convincentes (a escola argentina é uma indústria de bons atores) e a direção de Rodrigo Grande, embora não seja brilhante, é muito competente.

Vale a pena assistir.

Ficha técnica:

Direção: Rodrigo Grande
Elenco: Leonardo Sbaraglia, Clara Lago, Pablo Echarri
Nacionalidade: Argentina, Espanha
Ano de Produção: 2016

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